sexta-feira, 5 de junho de 2015

Treino de 30/05 e Preparativos para a prova

Hoje os treinos foram de Ciclismo e Corrida


Último dia de treinos... A prova é amanhã e não tem mais o que fazer... Hoje os exercícios seguiram a mesma linha de sexta e quinta, treinos leves para não perder o condicionamento físico mas sem muita intensidade e só movimentar o esqueleto / músculos.

Treino de Ciclismo

Combinei com a Rafa e Nelsinho de acordar cedo para pedalar e correr um pouco. O acordar cedo tem duas características principais: a primeira é para avisar o corpo que no dia seguinte ele iria acordar próximo aquele horário e a segunda é ficar cansado mais cedo para poder dormir no início da noite.

O café da manhã já estava bem reforçado, com suco de uva integral, bisnaguinhas com mel e geleia, água de coco, Forten, peito de peru e queijo. Foi basicamente o mesmo café da manhã que tomei desde quarta feia e o mesmo que tomarei amanhã.

Visando dar a última conferida na bike, o Nelsinho agitou um giro rápido nas redondezas da Av. Búzios. Como a bike dele só ficou pronta ontem (sexta), hoje era o dia de verificar se a montagem estava OK, marchas e freios funcionando, colocação dos suplementos e assessórios estava de acordo com o planejado e tudo estaria pronto para o bike check-in.

Nem sei se dá para chamar o que fizemos de treino de ciclismo, porque andamos cerca de 10 quilômetros (deve ter dado três ou quatro voltas na avenida Búzios). O que eu fiz foi tiros rápidos de 200 metros, mudanças de marcha, freadas bruscas, pedaladas em pé na bike, tudo simulando situações de prova. A bike estava perfeita, escutar o vento batendo na roda ZIPP e as mudanças de marcha é quase uma sinfonia :-)

Rapidinho terminamos a aprovação das bicicletas e voltamos para casa.



Treino de Corrida

De volta a casa e com os três conversando na cozinha, o Sérgio e a Tati levantaram possivelmente com nosso barulho, a Mandi também se juntou a nós e o Leandro (técnico deste pessoal todo) também veio tomar café. A Thainá que treina na Medley se juntou a nós (também está em outra casa). A casa que estava um silêncio só virou uma bagunça :-)

Com o pessoal junto, resolvemos esperar todos se arrumarem e saímos para o último treino de corrida, mas o treino que era para começar cedo atrasou bastante, mas foi mais divertido pelo número de pessoas que foram juntas. Saímos com o Leandro que iria definir as atividades do dia.

O Leandro passou um treino para a Thainá / Sérgio e outro para mim, Rafa e Nelsinho. Mas o aquecimento foi exatamente o mesmo, trotamos na avenida Búzios por alguns minutos, paramos no mesmo ponto de referência de ontem para fazer os tiros de 30 segundos em ZE (A3). 

Ele tem muita experiência, este tiro de pequena duração não deixa nenhum tipo de fadiga muscular, tanto que fizemos ontem e hoje o mesmo treino e as pernas ficaram inteiras.  A única diferença é que ontem foram 8 tiros e hoje foram apenas 6.

Antes ainda do início do treino, durante o aquecimento na Av. Búzios, estava correndo com o pessoal e vi passando de bike o Caio Magano, da Run & Fun, meu amigo de longas e longas horas de treino. Vi ele do outro lado da rua, chamei ele e me acompanhou de bike durante meu aquecimento. Ele estava esperando a Expo abrir para poder retirar o Kit, porque havia chegado no dia anterior, mas fez um passeio com a família e não teve tempo de retirar até aquele momento. Muito sangue frio o dele.

Depois de um pouco de conversa com ele, o Fábio Valeriano (que andou de bike e nadou comigo e com a Rafa) apareceu de bike também. Apresentei ele ao Caio e falei para eles pedalarem juntos. Mas como o Caio estava esperando a Expo e o Fábio queria girar, acho que eles foram cada um para seu canto.

Começamos os tiros de 30 segundos por 60 segundos de descanso bem animados, com brincadeiras e jogando conversa fora toda parada. O Sérgio me surpreendeu, ele sempre fez os tiros junto com o Leandro, mostrando que está bem em forma. A Thainá eu sabia que era forte, então não me causou espanto vê-la correndo bem.

Ao terminar os nossos tiros o Leandro, Thainá e Sergio continuaram nesta sequência de estímulos de força e eu, Rafa e Nelsinho fomos terminar fazendo um trote de 10 minutos muito leve.

A Mandi e a Tati foram fazer o treino de caminhada... Bem mais divertido do que o nosso :-)

Por falar em diversão, vale um parênteses. O pessoal da Medley é muito unido e muito amigo. Durante os treinos rola muita brincadeira e conversa. Tá certo que o treino de 30 segundos de estímulo de força com 1 minuto de descanso da margem a conversa, porque não cansamos o suficiente para perder o fôlego nos 30 segundos e dá para recuperar muito nos 60 segundos de descanso.

Outra constatação, como a Rafa e o Nelsinho admiram o treinador deles. Os outros atletas também, mas estes dois que estavam comigo só falavam coisas ótimas do técnico, do apoio incondicional à loucaura de se fazer um Ironman, dos treinos individualizados e tudo mais.

Além disso, o Leandro é um excelente atleta. Acabou de voltar de uma prova em Araras (se não me engano) como campeão geral da prova. Fora as ótimas colocações como primeiro na categoria ou pódio entre os profissionais que ele sempre pega.

Enfim, estava com eles e fiz o mesmo treino, visando apenas não ficar parado e morrer de aflição esperando a prova.

Fizemos mais 10 minutos de trote leve e terminamos o treino. Voltamos para casa bem rápido, nem deu para suar a camisa neste dia... Fazia até um friozinho gostoso, com sol, mas nada de muito forte.



Arrumação das Sacolas

O bike check-in é um ritual muito legal... Neste processo deixamos todas as nossas tralhas e a bike já nos locais da prova e só temos acesso novamente no dia seguinte. Vou falar um pouco mais do bike check-in um pouco mais tarde, mas é neste momento que entregamos as sacolas de prova e era hora de arrumar tudo.

A prova nos oferece 5 sacolas:
- Uma amarela aonde armazenamos todo o material de ciclismo
- Uma azul para os materiais de corrida
- Uma verde para o “special needs” de ciclismo
- Uma vermelha para o “special needs” de corrida
- Uma branca, para os materiais do dia da largada

Explicação rápida.

A Sacola Branca: 

No dia da prova vamos para a área de transição com a sacola branca com tudo mais que não foi entregue no bike check-in. Nesta sacola branca estão produtos perecíveis (alimentos), água, suplementos, toca de natação, chip, roupa de borracha, e tudo mais que não precisa ficar na bike ou nas sacolas de transição.

Na largada usamos os itens que estão na sacola branca ou deixamos ela nos cabides, porque ela não tem mais utilidade depois da largada.

A Sacola Amarela:

Ao sair da água, tiramos a roupa de neoprene, óculos e touca e pegamos a sacola amarela com a sapatilha (esta pode ficar na bike), capacete, número de peito, óculos, luvas, GPS e alimentação / suplementação que precisamos para todo o pedal. Os objetos da natação vão para a sacola amarela e esta volta para o cabide.

A Sacola Verde:

Durante o ciclismo existe uma área chamada “special needs” aonde estão as sacolas verdes, que deixamos com materiais que podem ser utilizados durante o ciclismo. O pessoal costuma deixar um pneu ou câmera reserva, mais alimentos e suplementos, roupa reserva, remédios para tirar dores ou qualquer coisa que eventualmente se possa usar. A ideia principal é que esta sacola verde (e a vermelha da corrida) não seja usada, e só iremos entrar na área do “special needs” em caso de emergências.

A Sacola Azul:

Ao retornar do trajeto de ciclismo, pegamos a sacola azul de corrida e tiramos tudo que é necessário para obviamente correr, normalmente um tênis, número de peito (tem dois, pode ser usado o mesmo do ciclismo ou outro para a corrida), viseira, óculos, suplementos, etc. e colocamos os materiais da bike nesta sacola.

A Sacola Vermelha:

Assim como na bike, existe uma área de “special needs” na corrida aonde podemos acessar a sacola vermelha e pegar objetos durante a corrida. Normalmente se deixa uma blusa de frio, outro par de tênis, remédios para dor, mais suplementação / alimentação e coisas assim. O objetivo também não é usar nada de lá, mas...

Para preparar minhas sacolas, utilizei estes dois sites para me orientar na onde e o que colocar nas 5 sacolas coloridas. E fiz um double check depois de feito tudo, e a sensação é que sempre está faltando algo.



A Mandi me ajudou muito neste processo, ela estava lendo as planilhas de check list e eu ia colocando nas sacolas. Uma dica, caso vá colocar um item depois nas sacolas, anote esta pendência e em que lugar vai coloca-la, porque eu lembrava que precisava levar um garrafa de água, um gel de carboidrato e umas paçoquinhas e no dia da prova eu não sabia em que sacola eu tinha que colocar estes itens pendentes.



Enfim, depois de montar as sacolas e fazer a revisão estava pronto para ir fazer o bike check-in.

Antes fomos ajudar o Nelsinho com as sacolas dele. O Nelsinho é muito mais tranquilo do que eu, porque o check in dele era 1 hora antes do meu e ele nem havia começado a preparar as sacolas. Doido :-)

Almoçamos (eu, Mandi, Sérgio, Tati e Nelsinho) próximo a casa, mas tivemos que comer rápido para ir para o bike check-in.

Bike Check-In

Como comentei, o bike check-in é um evento em destaque no dia que antecede a prova. É basicamente a entrega de tudo que você vai usar no domingo e é cercado de um ritual formal de conferência de dados, segurança (porque a partir daquele momento a responsabilidade de tudo é da organização) e nervosismo, já que mostra que a prova está chegando.

Não é definitivamente o último momento de levar coisas para a prova, pois no domingo de manhã (entre as 4:30 as 6:00 se não me engano) temos acesso a área de transição. Reforço que é na área de transição porque largamos há uns 1.100 metros de distância da transição e só voltamos lá após a natação.

O primeiro passo do bike check-in é passar por uma triagem eletrônica aonde identificam que é realmente o momento de deixar as coisas lá. Cada faixa etária tem seu horário e é respeitado a risca. Não sei bem o que acontece se você perde o horário, se eles deixam você fazer mais tarde ou “danou-se”, mas não sou eu quem vai descobrir este tipo de imprevisto, porque eu gosto de ser pontual e até antecipado nos horários.



E foi o que aconteceu, cheguei mais cedo na fila e na triagem fui identificado que estava 15 minutos adiantado. Fiquei numa fila paralela com outros apressadinhos como eu e pontualmente as 14:00 horas nos liberaram para entrar.

O primeiro processo é localizar o local aonde a bike vai ficar. É importante marcar um ponto de referência, uma árvore próxima, uma propaganda, um poste, um detalhe no chão, porque na transição 1 (T1) estamos tão afobados que se for para ler as placas e encontrar a bike existe a possibilidade de gastar muito tempo.

A bike ficou coberta com uma capa que um patrocinador deu, mas é sempre bom saber se vai ter este brinde e levar a nossa própria para não deixar a bike no relento. É aconselhado a não deixar nenhum pertence na bike, como GPS, bomba, sapatilhas, etc. neste dia. 

Aproveitei para acertar minha relação de marcha (coloquei no volantinho / coroa pequena e uma catraca média) conferi os pneus e fui para a próxima etapa.


Para deixar a sacola passamos por uma nova triagem eletrônica que registra nossa entrada na área de cabides.

Mas, antes da entrada vale a pena uma história. Na minha frente estava uma senhora bem velinha, mas muito bem fisicamente. Na frente dela estava um argentino marrento (pleonasmo, me desculpe) e queria conversar com ela. Só que ela era do Canadá e o inglês do argentino era do Paraguai. Então, aos trancos e barrancos, ele foi puxando conversa com ela. Ele perguntou se era a primeira vez que a senhora iria fazer o Ironman. Ela sorriu e disse que seria vigésima vez. Parênteses, para o argentino entender 20 em inglês foi preciso mostrar nos dedos. Todos na fila ficaram surpresos com o número de Ironmans daquela senhora. 

O argentino super educado perguntou a idade da mulher sem ao menos pedir desculpas pela indelicadeza. Ela respondeu que tinha sessenta e nove (mais alguns minutos até o Hermano entender o número) e mais uma vez espanto de todos.

Ai, o argentino começou a falar de si (novidade, né?) dizendo que era o primeiro dele, que estava nervoso, que não sabia o que ia fazer, bla bla bla, e ele viu um outro cara na sua frente escutando a conversa. O Argentino perguntou para o cara se ele já tinha feito algum, e o rapaz sorriu e disse que aquele era o terceiro do ano dele. O argentino se assustou, como uma pessoa teria feito 3 Ironmans no ano? Curioso ele perguntou quantos este rapaz já tinha feito e não me lembro bem o número que ele respondeu.

Depois da resposta o rapaz teve que dizer seu número para o fiscal da organização. Ele disse que era o número 3 da prova, nada mais nada menos que o Timothy O'donnell. Ai todos entendemos quem era o cara que o argentino queria jogar trocar uma ideia na fila :-)

Passado pela esta nova triagem, eles nos davam o chip da prova (tornozeleira que informa eletronicamente nossa passagem pelos check-points durante o trajeto) e chegamos aos “cabides” de sacolas. A esquerda ficava as sacolas de bike (amarelas) e a direita ficava as de corrida (azuis). Para mim ficou muito fácil lembrar qual fileira estava minhas sacolas, porque coincidiu de estar na fileira D.

Deixei as duas, re-conferi meu número e era hora da parte mais legal do bike check-in.

Em um lugar com uma grande fila de cadeiras que culminava em um local de 6 ou 7 pequenos tablados de madeira, era hora de fazer a tatuagem dos números de prova. É o momento de mais glamour da prova, pelo menos para mim.

A fila de cadeiras servia para sentarmos porque o processo é um pouco demorado. Ao chegar no final da fila dizemos nosso número e ganhamos 2 adesivos auto-coláveis e aguardamos um tablado (de mais ou menos 1 metro quadrado) aonde duas pessoas da organização fazem a colocação da tatuagem do número da prova em você. Eles pedem para que nossos braços estejam livres (ou sem camisa ou com a manga da camisa levantada), molham a tatuagem com esponja de água e aplicam no braço. Durante uns 30 ou 40 segundos eles seguram a tatuagem na pele e lentamente retiram o papel protetor. Vuoalà, a tatuagem fica presa e claro tem um fotógrafo para registar este momento.

Li em algum blog qualquer isso, e concordo totalmente. Ao sairmos de lá com a tatuagem nos braços nos sentimos super homens, quase um Iornman. Ninguém coloca a camiseta por cima da novas tatuagens, eu sai com as mangas recolhidas e a grande maioria das pessoas vai até o M-Dot tirar uma foto, agora tatuado...



Acabou o bike check-in.

Eu ainda fiquei no local por alguns minutos com a Mandi e encontrei os meus amigos Juliano, Carmen e Chaves que acabavam de chegar na Expo. Combinei com eles de encontrar todos no final do dia para um jantar, me despedi e fui embora.

O final do dia

Voltei para casa e ficar deitado na cama, de pernas para cima, descansando. Eu estava muito, mas muito, mas muito mesmo nervoso. Será que tinha esquecido algo? Será que o tempo iria estar bom amanhã? O que fazer na maldita bike e em que velocidade iria seguir? (sim, um dia antes da prova não sabia que velocidade imprimir na bike, que poderia me quebrar a maratona inteira depois da transição 2). Enfim, a Mandi estava comigo mais quase não conversamos, fiquei quietinho com as pernas para cima apoiado em travesseiros.

Lá pelas 18:00 horas fui jantar com meus pais, irmã, cunhado e amigos num restaurante próximo da casa. Até todos se organizarem, encontrarem e começarem a chegar demorou muito. Eu pedi licença a todos e comecei a jantar próximo as 19:30 horas, e lá penas 20:00 tive que me retirar do encontro que eu promovi. Fiquei até bem chateado, eles estavam lá para me ver e eu não podia ficar com eles :-(



Voltei com a Mandi para a casa e ainda tinha uma “obrigação” a fazer.  Li em diversos locais falando sobre o ganho de tempo para ciclistas que depilam as pernas e braços em provas contra o relógio. Pense:  Vai me dar 2 ou 3 minutos de vantagem? Passa pra cá este gilete. Eu tenho muitos pelos nas pernas e braços, e gastei pelo menos uns 40 minutos para me livrar deles.


Depois disso um pouco mais de suplementos e hidratação e fui dormir muito mais tarde do que planejava, próximo as 21:30 horas.

Hora de dormir...

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Treino de 29/05

Hoje os treinos foram de Corrida e Natação.


Bem, exatamente como fizemos nos treinos de ontem, hoje também as atividades foram leves, para manter os músculos em movimento, apenas visando não perder o condicionamento.

Treino de Corrida

Pela manhã, não muito cedo, fomos fazer um treino leve de corrida. Eu e a Mandi estamos ficando numa casa alugada pelo pessoal da assessoria Medley aonde o Leandro Ferreira é o técnico.

O Leandro aproveitou para chamar a Mandi para ir com nós (Rafa e eu) para fazer o trote, e saímos todos juntos para a Av. Búzios. Antes do treino, fomos até perto da Expo e colocamos uma faixa de incentivo aos atletas (Rafa e Nelsinho). 

Depois voltamos para próximo a altura da casa aonde estamos hospedados e o Leandro passou um treino aonde faríamos 30 segundos de tiro em ZE (A3) com descanso de 1 minuto. Segundo ele, os estímulos de força neste 30 segundos não geram acúmulo de ácido lático nos músculos, e com isso não "cansa" nosso corpo.

Fizemos 8 tiros de 30 segundos, com um longo descanso que dava para recuperar totalmente o fôlego. O Leandro me orientou ir um pouco mais devagar, não entrar em ZT porque poderia comprometer o objetivo do trote. 

A Mandi estava lá, firme e forte nos acompanhando nos tiros mesmo indo um pouquinho mais lenta.

Depois destes tiros, continuamos trotando muito leve pela Av. Búzios por mais 10 minutos e fechamos o treino.

Ahhhh Até que enfim, o Endomondo voltou com os gráficos anteriores. O que eles devem ter "escutado" dos usuários que, como eu, acharam uma porcaria o novo visual, deve ter feito eles voltarem. 

De volta aos meus mapas, gráficos, informações.... Se bem que agora o desafio do Ironman está no fim, nem vou precisar tanto de análises assim.



Fim do treino, hora de mudar de modalidade...

Congresso Técnico

Voltamos para casa, trocamos de roupa e fomos para a Expo porque as 10:00 da manhã aconteceria o congresso técnico, aonde a organização explica os detalhes da prova.

Começou um pouco atrasado e um aluno de mestrado / doutorado foi fazer uma apresentação sobre a tese dele envolvendo atletas de triathlon, mas acho que poucas pessoas deram atenção para ele.

Eu, Nelsinho, Mandi e Rafa sentamos na primeira fila e prestamos uma atenção enorme em tudo que era falado (#SQN)

Só para constar, neste momento não havia alma alguma no palco e não havia começado a palestra :-)

O congresso técnico foi muito igual ao do Ironman de Brasília, apenas com as particularidades das sacolas do "Special Needs".

Falaram dos percursos da bike e corrida, hidratação, penalizações, tudo sem surpresa alguma. Não falaram de anti-doping dos amadores, como eu esperava.

Não teve surpresa alguma, assistimos e passeamos na feira para últimas compras de coisas simples. Comprei um Aero Drink (mostro na foto no final deste post) e um Salt Stick que é um tudo para colocar pílulas de sal e retirar com facilidade.

Treino de Natação

Voltamos para casa, trocamos de roupa novamente e pegamos o óculos de natação e roupa de neoprene.

O Leandro propos um treino tranquilo também, com voltas pequenas e sem muita velocidade para dar uma soltada nos braços.

Na praia de Jurere Internacional há algumas boias da marina, e haviam outros atletas fazendo uma volta que saía do local da largada da prova de domingo, passava pela boia da marina e voltava. Este trajeto dava aproximadamente 500 metros.

Estávamos nadando em 5 pessoas, Leandro, Rafa, Sergio, Nelsinho e eu. A Tati (esposa do Sergio e aluna do Leandro) e a Mandi ficaram na areia esperando por nós.

Nelsinho, Leandro, Rafa, eu e Sérgio
O Mar estava uma piscina, totalmente flat e sem correnteza. Só não era uma piscina pura por causa da água salgada e do frio :-)

Como cada um tinha seu ritmo, saímos sem muito compromisso de acompanhar um ao outro, mas a Rafa, o Nelsinho e eu fomos praticamente juntos. O Leandro nada muito bem, sumiu na frente e chegou muito mais cedo. O Sérgio veio atrás, mas não muito longe.

Paramos no final da primeira volta de 500 metros, conversamos um pouco e saímos de novo por mais duas vezes.

No final da terceira, a Rafa e o Nelsinho chegaram na minha frente e foi ótimo ver a Rafa nadando bem e pulando de alegria. Ela teve uma dificuldade grande na natação no início, e pela evolução dela, merecia comemorar esta conquista mesmo. 

Fechamos as 3 saídas, finalizamos o treino e acabou o treino.


Foi bem tranquilo, olhei meu ritmo de 1:59 min/100m e se eu fizer isso no domingo, estarei muito feliz. 

Mas tenho que considerar que no treino de hoje eu parava a cada 500 metros, descansava uns 5 minutos e voltava a nadar.... Então, o ritmo de hoje era meio falso.


Enquanto eu estava nadando a Mandi estava fazendo "arte" na praia :-)





Pré-Arrumação das Sacolas

Fomos almoçar e não tínhamos mais atividades na sexta. Aproveitei a tarde livre para fazer um double check das coisas que levaria para a prova.

Na verdade é uma foto que adoro tirar sempre nas provas, aonde coloco na cama ou chão tudo que vou levar ou que me apoia nas provas.

A foto fica assustadora sempre, mas para o Ironman tudo é superlativo. A foto ficou assim:


Tem coisa a mais ai... as barrinhas de cereal (azul e preta, verde e preta) no pé da cama era para dos dias até a prova. As vitaminas (embalagem brancas) ao lado também. Tem 2 câmeras de bike em cima a direita (a lado do uniforme da Run & Fun) que também não pertencem à imagem da prova. 

O resto foi tudo utilizado ou foi para o "special needs" (explicarei em breve) e foram usados durante o Ironman.

É muita coisa... Um exagero mesmo... E precisamos de tudo isso ou mais :-)


Aproveitando a "vibe de arrumação", o Leandro, Nelsinho e Rafa foram colocar os números nas bikes e eu peguei carona para colocar na minha também.

O Leandro deu uma ajuda fantástica, colocou de forma que eu poderia levar o pneu reserva atrás do banco e ainda daria para ver o número com perfeição.

A Cervélo ficou assim



Embaixo do top tube (cano principal que liga o banco ao guidão) eu coloquei uma espuma utilizada em caso de furo de pneus. Esta espuma é feita para entupir um buraco caso ele seja pequeno e dá para continuar pedalando mesmo com o pneu furado.

No guidão eu coloquei um Aero Drink (caramalhola fixa branca) para poder beber água sem precisar tirar as mãos do guidão. 

Tudo está encaminhando bem para a prova. 

Jantar de massas

A prova oferece para os atletas um jantar de massas na sexta feira a noite. É um evento menos badalado e muitos abrem mão e não comparecem.

Mesmo assim, achei legal ir para conhecer e me surpreendi com a quantidade de pessoas que estavam lá.

A Mandi e o Marcos Chaves (amigo de São Paulo) foram comigo e com a Rafa que depois encontrou duas amigas dela lá.

Sentamos numa mesa aonde apenas um casal e um bebe de 10 meses estavam sentados. Para quebrar o gelo eu puxei assunto com o cara perguntando se ele estava nervoso para a prova de domingo. 

Ele respondeu que não, era o segundo ano dele e já estava mais acostumado. Sabendo que ele já tinha experiência, comecei a perguntar sobre dicas, sobre o vento, altimetria, suplementos ou qualquer informação que uma pessoa "experiente" poderia passar. 

O cara foi muito gente boa, falou de vários pontos e a esposa também ajudava em alguns detalhes. Mas ai perguntei qual foi o tempo dele ano passado e ele respondeu: "Veja bem...". Quando ele disse isso já sabia que lá vinha coisa estranha...

"Veja bem.... Ano passado era minha estréia, não queria quebrar e estava me segurando durante todo o trajeto..." E completou a frase dizendo que tinha feito a prova em 14 horas e 40 minutos.... Isso mesmo, quase 15 horas.

Ai eu perguntei qual a expectativa para este ano, e ele respondeu que queria fazer sub 13 horas. 

Achei muito engraçado, porque para ele era um desafio enorme, mas se eu fizesse acima de 12 horas iria me sentir derrotado. Como cada um tem seu ritmo de treinamento, expectativa e tudo mais, respeitei a estimativa dele, mas ignorei os conselhos :-)

O jantar foi meia boca, a comida não estava lá estas coisas, mas comi 3 pratos de macarrão.

Durante o jantar passou um vídeo da prova do ano passado e ao mostrar a largada o pessoal bateu palmas.... Arrepia qualquer um.

Finalizamos o jantar, voltamos para casa e era hora de descansar.

Treino de 28/05

Hoje os treinos foram de Natação, Ciclismo e Corrida.


Para falar a verdade não era bem um treino... Foram atividades mais leves para poder não ficar parado e perder o condicionamento físico.

Treino de Natação

A AquaSphere em parceria com a organização do Ironman programou um "treino oficial" para reconhecimento do trajeto e também o primeiro contato com a água de Jurere Internacional.


O treino começaria tarde, as 10:00 da manhã, então deu para dormir bem, tomar café e ir tranquilamente até o local da largada da prova, aonde seria realizado o treino.

Eu tive a ótima companhia da Rafaela Maurina da Medley e o Fábio Valeriano, um amigo de Leme. A Rafa levou a mãe e sobrinhas para conhecer o local, o Fábio levou a mãe (uma senhora muito simpática e super ativa nos esportes) e eu levei a Mandi <3


Vale um comentário, a Rafa é um amor... Simpática, sorridente, divertida, bom astral. Nossa, como é legal estar ao lado dela nesta prova, é 100% de bom astral o dia todo. 

O Fábio é tranquilaço, daqueles caras do interior (assim como eu) bem simples, fortíssimo no pedal e na corrida. Pena que está com uma dor no joelho que pode atrapalhar um pouco na maratona no domingo. 

Ambos são ótimos parceiros de "treino" e convivência nos dias que antecedem a prova. 

O treino deveria ter o mesmo trajeto da prova, com os 3.800 metros passando pelas boias laranjas e amarelas. Seria uma ótima maneira de aprender o trajeto, ver como deveríamos poupar energia ou soltar os braços, ver como o corpo reagia ao desafio de nadar e não ter surpresas para a prova....

Mas... Nunca é tão simples como o programado.... O mar estava bem mexido, ondas pequenas mas bem barulhentas e uma correnteza feia... Uma mulher da organização, possivelmente da AquaSphere, ficava apitando (chamando a atenção de todos) e dizia que o vento estava a 50 nós e isso deixava o mar bem difícil.

Foi engraçado, quando ela disse que o vento estava a 50 nós no nosso grupo todo mundo fez cara de espanto... Tipo: "Nossa, 50 nós???? Que forte".... Quando a mulher foi embora a Rafa perguntou o que significava 50 nós e ninguém tinha a menor idéia se isso era forte ou não :-)

A Rafa pesquisou depois e disse que 50 nós é aproximadamente 100 km/h de vento, e isso sim dá para entender que é forte.

Então, o treino foi modificado para um circuito retangular de 250 metros até a primeira boia aonde deveríamos pegar a esquerda, 500 metros sentido segunda boia, e mais 250 metros voltando para a praia. 

O pessoal da organização até colocou uma faixa de largada, trouxeram buzinas e pessoas com uniformes de propaganda, mas como não era uma competição isso pareceu meio "excesso". 

Dado a "largada", o pessoal foi caminhando lentamente para a água que estava bem mexida e gelada. Deveria ter umas 50 ou 60 pessoas, bem pouquinho mesmo. 

O treino foi tranquilo e sofrido ao mesmo tempo. Tranquilo porque nós não colocamos muita força para completar o trajeto. Mas foi sofrido porque as ondas jogavam água na cara quando era hora de respirar (ou seja, lá vai o Daniel beber água salgada) e também com as ondas as vezes a remada ficava prejudicada, porque ao fazer força não havia água para puxar (quando estávamos em cima da onda) ou teríamos que furar as ondas quando pegávamos ela quebrando em cima de nós.

A minha roupa de borracha funciona muito bem para flutuação e deslize na água do mar. Dá uma confiança enorme para quem, como eu, tem medo ou dificuldades na água. 

Terminei o trajeto de 991 metros em 21 minutos, com um ritmo médio de 2:09 min/100m e fiquei relativamente feliz. Era mais ou menos isso que estava me programando para a prova no domingo, então foi bom, mas a sensação de esforço foi maior do que eu imaginava, possivelmente pelas condições do oceano.


Pelo gráfico acima, eu dei uma "barrigada" (nadei mais do que precisava) depois da segunda boia em direção a praia. Mas, a navegação não foi das piores não. Era difícil ver as boias, pequenas e muito claras, mas era o que tinha para hoje.


O Fábio já tinha terminado o treino e voltamos conversando. A Rafa demorou um pouco mais e apareceu com o olho esquerdo bem fechado porque entrou água no óculos dela e ela não conseguia arrumar no meio do mar. Eu fiquei bem preocupado quando vi o olho dela, poderia até comprometer a prova no domingo, mas depois de lavar com água doce a inflamação / irritação passo e ela ficou bem.

Fim do treino, felizes e confiantes, voltamos para casa.

Retirada do Kit

Ao terminar a natação, fui para casa, tomamos um banho e fui para a Expo retirar meu kit de atleta. A Mandi e o Nelsinho foram comigo. A Mandi sofre, viu... Acorda cedo, espera na natação, me acompanha na retirada do kit... Ai ai ai, que amor que tenho por ela <3

No local da retirada, uma fila enorme na porta do local. Já imaginei que teria um bom teste de paciência para pegar meu número e sacolas. 

Eu havia recebido um email da AWA (All Wolrd Athete Program) dizendo que pela minha prova do Ironman de Brasília eu teria acesso preferencial as filas, bike check-in, toca especial e outras regalias e fui na fila especial para ter este acesso "premium".

Depois de um vai e vem em dois locais de informação, fui notificado que houve um erro nos sistemas da AWA e eu não fazia parte do programa que dava os benefícios. Hahahahahah, pediram desculpas e tive que voltar para a fila enorme.

A Mandi e o Nelsinho (da Medley) estavam comigo e fomos conversando e nem vi o tempo passar.


A retirada do Kit é um grande ritual. Envolve as explicações de como devemos utilizar as sacolas (no IM de Floripa são 5 sacolas), informações sobre horários de bike check-in, aonde colocar os números adesivos, a entrega de 2 números de peito (um para a bike e um para a corrida), colocação da pulseira da prova e outras informações gerais.



Depois de pegar o kit, eu e o Nelsinho fomos tirar a foto clássica no quadro de nomes e números do Ironman. Não sei bem o motivo da foto, acredito que é para confirmar que estamos inscritos :-)



Para completar o ritual da retirada do Kit, não podia faltar a tradicional e desejada foto com o M-Dot.... Esta eu entendo bem o motivo :-)



Treino de Ciclismo

Depois da retirada do kit, voltei para a casa que alugamos e fui levar a bike para a All Distances montar a Cervélo P3C. Eles ficavam há uns 400 metros de onde eu estava, cheguei na casa deles, conversei um pouco com o pessoal, deixei a bike e fui almoçar com a Mandi e o pessoal.

No meio da tarde a bike ficou pronta e combinei com o Fábio e a Rafa para um pedal leve, testar a bike e ver se tudo estava OK depois da montagem.

Combinamos de fazer parte do trajeto da prova, mas sem muito programar a distância, algo em torno de 20 km ou 30 km.

Então colocamos os acessórios de segurança, aquecemos um pouco na Av. Búzios e seguimos para as 2 "avenidas" (parecem mais rodovias) que ligam Jurere Internacional ao centro da ilha.

Não era para fazer muita força ou ir rápido, mesmo porque as avenidas estavam muito movimentadas e o acostamento cheio de pedras /  sujeira devido as chuvas dos dias anteriores. 

Ahhhh bom lembrar, vi a previsão do tempo para domingo e era ótima... tempo frio, sem chuva e com vento de 9 km/h... Se a previsão se confirmar, será muito bom.

Voltando a bike, a Rafa ficou um pouco para trás no primeiro trecho da rodovia e eu diminuí para acompanhá-la. Todos estavam com medo, não conhecíamos o trajeto (em cima de uma bike, claro) e não queríamos nos machucar perto da prova.

Saímos da avenida de Jurere Internacional (SC-402) e pegamos a rodovia / avenida SC-401 aonde passaríamos a maior parte do tempo na prova de domingo. Esta foi ainda pior, porque o movimento de caminhões e carros mais rápidos era muito maior. 

Encontramos um retorno depois do pedágio, fizemos o retorno e voltamos para Jurere Internacional. Não era seguro continuar lá.

Em Jurere, na Avenida Buzios, fizemos mais algumas voltas e fechamos o "treino". O objetivo foi cumprido, ver se as bikes estavam inteiras depois da viagem, se as marchas entravam bem, se os freios estavam funcionando, coisas assim.


A velocidade nem foi alta, a distância não foi longa, mas tudo foi perfeito para o teste das magrelas.


Treino de Corrida

Mais no final do dia programamos para fazer um trote leve... O Nelsinho da Medley não pode participar com nós da natação e bike, e ia sair para uma corridinha bem tranquila.

Nos programamos para correr 4 km a pace bem tranquilo, de 6:00 min/km. Iríamos fazer parte do trajeto da prova também.

Saímos pela Av. Búzios, fizemos uma volta sentido Jurere, pegamos a SC-402 e fizemos o retorno para Jurere Internacional.

De volta a Av. Búzios o Nelsinho perguntou se poderíamos tentar achar um local aonde poderia montar a bike dele, e ficamos correndo bem leve na avenida. Já estava um pouco mais escuro, as casas não tem números muito visíveis e não achamos o local do mecânico.

Em compensação, o trote de 4 km se tornou 8 km.


O tempo estava friozinho, mas nada assustador. Não ventava, só uma brisa leve e comecei a torcer para que no domingo estivesse assim.

O Nelsinho é um cara muito gente boa... Tranquilo, humilde e muito forte. Ele corre "leve" 18 km a pace de 4:00 min/km, pedala a cima de 38 km/h, nada relativamente igual a mim. Ele veio para Floripa para conseguir vaga para Kona, então imagina quão bruto ele é. E se você conversar com ele vai ver que não é metido, não conta vantagem e nem fica se gabando. O cara é muito gente boa.

O treino foi leve, ritmo de 5:30 min/km, só para soltar as pernas mesmo.